"As pessoas vivem tanto pelo trabalho que se esquecem de se dar ao trabalho de viver." A rotina nos engole. O relógio dita o ritmo, os prazos apertam, e o que chamamos de “vida” vai ficando para depois — sempre depois. Trabalhamos, produzimos, cumprimos metas. Mas, no meio de tudo isso, esquecemos de estar. De simplesmente ser. Não se trata de desprezar o trabalho. Ele é parte importante da existência. Mas quando se torna o centro absoluto, tudo o que está ao redor começa a murchar: as relações, os sonhos, a saúde, o tempo. Há um desequilíbrio sutil, quase invisível, mas que, aos poucos, cobra seu preço. Às vezes, entregamo-nos tanto a uma única coisa que deixamos de nos entregar àquilo que nos faz humanos: o afeto, a pausa, o silêncio, o riso solto, a presença verdadeira. A vida é breve. E, para muitos, passa como um borrão, um ciclo repetido de obrigações que não permite espaço para o essencial. Já ouvi dizer que há quem seja tão pobre que tudo o que tem é dinheiro. U...