Trailer do filme A Excêntrica Família de Antônia.
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O Sofrimento de Quem Pensa A busca implacável pelo conhecimento gera angústia. É um paradoxo: aquilo que deveria libertar, muitas vezes aprisiona em dores profundas. Quem pensa, sofre. À medida que se busca compreender, começa-se a enxergar o mundo com outros olhos — mais críticos, mais atentos, mais lúcidos. E essa lucidez tem um preço: ela rompe o conforto da ignorância. Pensar é sair da caixa, é escapar da caverna de Platão, recusando-se a aceitar apenas as sombras projetadas na parede enquanto um mundo inteiro pulsa lá fora, à espera de quem ousa ver. Prometeu foi essa figura ousada. Desafiou os deuses para entregar aos humanos o fogo — e esse fogo, mais do que chama, simboliza a consciência crítica. É o que ilumina, mas também queima. É o que aquece, mas também destrói ilusões, certezas fáceis e crenças ingênuas. Essas são as consequências de quem pensa, pois pensa diferente — e o diferente, quase sempre, é solitário, questionador, incômodo. Essa é a razão de ...
Futebol e o Vazio Intelectual Presenciei fatos que me levaram a refletir — olha eu aqui pensando novamente. Não existe nada mais sem sentido do que algo que leva pessoas a agirem fanaticamente. Vou me abster, por ora, de falar sobre religião. Os fatos que presenciei têm a ver com torcidas de futebol. Pessoas que, provavelmente, nunca se viram antes, se insultam apenas porque torcem por times diferentes. O simples fato de alguém torcer para um time e não para outro já é motivo suficiente para que leve um soco, uma pedrada ou uma paulada. Os jogadores ganham milhões, e os torcedores são os que perdem — muitas vezes, até a vida. A partir de hoje (17/04/2010 — data em que presenciei os fatos), não torço mais para time algum. E olha que nunca fui um torcedor fanático, apenas simpatizante de um determinado time. O ser humano fanático é prejudicado, pois o fanatismo gera intriga, intolerância, brigas e divisão. Não faço mais parte de grupos religiosos justamente por isso. Ao deixar d...
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